Estados Unidos – DESPIDOS MASIVOS MUESTRAN QUE LA RECESIÓN NO LLEGÓ AL FONDO DEL POZO (EN PORTUGUÉS)

Os dados sobre emprego nos Estados Unidos que serão divulgados nesta semana sugerem que a recessão da maior economia do mundo ainda não alcançou o fundo do poço. Ocorreram centenas de milhares de demissões em julho, de acordo com o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, que resolveu se antecipar à divulgação das estatísticas nesta quarta-feira (5).

Ele afirmou, no entanto, que o país se afastou “da beira de cair em outra depressão econômica”. O governo divulgará na sexta-feira os dados do mercado de trabalho referentes a julho.

Crescimento desigual

Os EUA foram o epicentro da crise global e são, hoje, um dos países mais afetados por ela. A recessão teve início em dezembro de 2007 e ainda não há sinal de luz no fim do túnel, ao contrário do que vem ocorrendo com muitas economias asiáticas, sobretudo China e Índia, e também com o Brasil, onde são fortes os sinais de recuperação, inclusive na indústria, que foi o setor mais afetado.

China e Índia devem fechar o ano em crescimento. A recuperação chinesa foi rápida, forte e surpreendente. Enquanto as potências capitalistas estão mergulhadas na recessão e amargam a paralisia das atividades econômicas, o PIB da mais próspera nação asiática deve avançar cerca de 8% em 2009.

Deste modo, a crise impulsiona o desenvolvimento desigual entre as nações e em especial entre as potências econômicas, acentuando a trajetória de queda do poderio econômico dos EUA e favorecendo a ascensão da China e outras economias ditas emergentes.

Desemprego em massa

Desde janeiro de 2008 até o primeiro semestre deste ano já foram destruídos mais de 7 milhões de postos de trabalho nos EUA, o que elevou para quase 15 milhões o número de desempregados no país. A desocupação é a forma de manifestação mais perversa da crise do ponto de vista social e também mais importante do ponto de vista da economia.

O cidadão sem emprego deixa de ter renda ou tem a renda fortemente reduzida quando tem acesso ao seguro-desemprego. Isto tem repercussões altamente negativas para a economia, pois deprime a taxa de consumo (que nos EUA responde por 70% do PIB) e aumenta a inadimplência, agravando os problemas do sistema financeiro, principalmente no ramo imobiliário. Conforme o próprio presidente Obama admitiu “não se pode falar em recuperação enquanto o desemprego continuar em alta”.

Quase 400 mil no olho da rua

Nesta quarta-feira (5-8), saiu uma pesquisa não oficial sobre emprego no setor privado americano. Houve corte de 371 mil postos de trabalho em julho, depois de já terem sido demitidas 463 mil pessoas no mês anterior.

Analistas consultados pela agência de informações Reuters previam para essa pesquisa, feita pela empresa privada ADP, 345 mil demissões em julho.

O relatório da ADP é tido como um antecedente dos números de emprego que serão divulgados pelo governo na sexta-feira. O mercado prevê perda de 320 mil empregos em julho, após as 467 mil demissões de junho.

Fuente: Umberto Martins, Portal CTB

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