Brasil – Adilson Araujo: “Lula preso es un golpe contra la clase trabajadora”

El presidente de la Central de Trabajadores y Trabajadoras de Brasil (CTB), Edilson Araujo, estuvo en el palco donde Lula habló a su país y el continente antes de ser detenido injustamente por la justicia y la derecha neoliberal brasilera. En ese marco, Araujo dialogó con Prensa ESNA sobre lo que significa la detención de Lula y qué pasará luego en la realidad política, social y económica de ese país.

IMG-20180410-WA0017“La detención de Lula representa una nueva etapa del golpe de 2016”, advirtió el presidente de la CTB. Además, adelantó las acciones próximas de la CTB que estarán marcadas por la lucha en defensa de la democracia, la soberanía, los derechos sociales y la libertad de Lula”.

Además, contó el acto unitario que prepara la CTB para el 1ro de Mayo, Día Internacional de los Trabajadores, y remarcó que para las elecciones presidenciales de octubre apoyaran a “los candidatos ligados al pueblo”. Sobre el ESNA, aseguró que “puede ser un importante brazo en nuestra lucha interna y externa”.

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¿Por qué es injusta la detención de Lula?

Não é apenas injusta, ela representa mais uma etapa do golpe de 2016, uma a trama jurídica que, por um lado condena Lula sem crime, e por outro fere de morte o Estado Democrático de Direito.

Em três anos de investigação não conseguiram encontrar malas com dinheiro, contas em bancos suíços ou um fiapo de prova sobre o recebimento de pelo menos 10 centavos, e o destaque da trama foi um tríplex no Guarujá, cujo verdadeiro proprietário, já comprovado inclusive pela própria Justiça, é a Construtora OAS.

Usada como cortina de fumaça, o combate corrupção alimenta um mecanismo de Justiça seletivo e perverso, que aprofunda ainda mais a crise política instalada no Brasil e está sepultando nossa Constituição Federal e nossa jovem Democracia.

É uma sentença injusta que estimula a onda de ódio e intolerância e afronta o princípio constitucional da presunção de inocência, conforme argumentaram os próprios ministros que votaram a favor da concessão do Habeas Corpus para o presidente.

Um verdadeiro tribunal de exceção.

¿Qué significa la detención de Lula para el movimiento de trabajadores y trabajadoras en Brasil?

Um ataque frontal. Lula é a maior liderança política que deste país. O primeiro presidente metalúrgico e o que mais conquistou e contribuiu para este país. Houveram acertos e houveram erros, mas não resta dúvida da contribuição de Lula para o país e o povo brasileiro.

Essa prisão é uma manobra maniqueísta que tem por objetivo tirar da cena política a principal liderança popular que o país construiu na sua história e que mesmo diante de tamanho ataque sórdido veio se confirmando como figura imbatível na disputa eleitoral.

Brasil Adilson Araujo edit 3As classes dominantes (grandes capitalistas nacionais e estrangeiros) não estavam dispostas a aceitar esse resultado. Lula representa a vitória de um projeto (quatro vezes vitorioso nas urnas) e eles sabiam que mantê-lo na disputa era perigo de alcançarmos a nossa quinta vitória.

De 2002 a 2018, Lula sofreu uma brutal escalada da mídia conservadora, caixa de ressonância das classes dominantes. Ainda assim, 16 anos depois Lula ganha para presidente em todos os cenários. E essa vitória representaria o fim do golpe de maio de 2016, eles não iriam permitir.

Sonhos não se prendem. Lula não é somente um homem trabalhador e o melhor presidente que este país já teve, ele hoje é uma ideia e representa um campo que está preparado para resistir e lutar.

¿Qué acciones va a realizar la CTB?

O momento agora é de vigilância e unidade em torno das questões mais candentes ao país. A CTB irá travar uma luta sem tréguas em defesa da democracia, da soberania, dos direitos sociais e pela libertação de Lula.

Como agenda objetivo, a CTB, junto com as demais centrais, anunciou ato unitário no dia 1º de Maio em Curitiba. O 1º de Maio de 2018 será ocupado pela classe trabalhadoras para denunciar o pacote perverso de reformas e Michel Temer e referendar a luta daqueles que sabem o quanto está custando ao país o golpe de 2016.

Destaco que a agenda de luta comum para o próximo período deve reunir as centrais, as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular pela liberdade de Lula e em defesa do direito de Lula ser candidato e também defender a retomada do crescimento econômico, retomada dos investimentos públicos e privados, colocar no centro do debate a reindustrialização para tornar o país mais competitivo com geração de emprego e distribuição da renda.

E isso não acontecerá nos marcos de um governo ilegítimo.

Tapa-Revista-Esna-N11 ¿En qué condiciones políticas están hoy el movimiento obrero y los movimientos sociales y populares en Brasil? ¿Qué perspectivas para el 2018 analizan desde la CTB?

O país atravessa uma encruzilhada histórica e os setores organizados da sociedade sabem os desafios postos para a atual etapa de luta. As forças conservadoras dispõem de meios poderosos para empreender um combate sem tréguas contra as lutas sociais e, em particular, a organização sindical, que busca desmoralizar e destruir diuturnamente através da mídia burguesa e outros meios.

Não é por outra razão que o golpe de 2016, um golpe do capital contra o trabalho cujo principal objetivo é a restauração do neoliberalismo no Brasil, fez da classe trabalhadora e dos sindicatos seus principais alvos e vítimas.

A lógica da direita neoliberal é simples e cristalina: com o movimento sindical enfraquecido a resistência à ofensiva contra os interesses da classe trabalhadora – em relação não só à CLT como à Previdência e muitos outros temas – será facilmente neutralizada.

Para a direita neoliberal os sindicatos devem ser enfraquecidos, neutralizados e se possível destruídos. Em contraposição, os trabalhadores e trabalhadoras dotadas de consciência de classe sabem que é necessário fortalecer a organização sindical e social para preservar direitos e avançar na conquista de condições mais humanas.

A luta política no Brasil ganha novos contornos e a classe trabalhadora, mais uma vez, é chamada a lutar por seus direitos e pelos interesses nacionais.

Diante disso, a luta que os sindicalistas classistas conduzem neste ano de 2018, em aliança com as demais centrais e as mais amplas forças democráticas e progressistas, deverá ter como objetivo barrar o retrocesso e contribuir para na eleição em outubro os candidatos ligados ao povo e aos interesses maiores da classe trabalhadora e da nação alcancem vitória. Somente assim mudaremos a correlação de força instalada no país e abriremos caminho para uma nova etapa.

¿Qué rol puede jugar el ESNA como espacio de coordinación en el continente?

O ESNA pode jogar um papel fundamental na luta que trava hoje a América Latina.  A ofensiva neoliberal que assistimos hoje no Brasil não começou em maio de 2016, ela vem de longe e tem seus primeiros resultados com os golpes de Honduras e do Paraguai. Ali estava plantada a semente da onda conservadora e golpista que está varrendo nosso continente.

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Neste sentido, o ESNA pode ser um importante braço em nossa luta interna e externa. Já que o avanço contra a América latina tem a ver com um ciclo virtuoso inaugurado na virada do século pelo presidente Hugo Chávez.

Não por acaso, os países e governos que estão sendo alvos das forças conservadoras são os mesmos que lideraram a mudança do cenário geopolítico no continente ao longo do presente século e buscaram um caminho de desenvolvimento soberano e integrado, pautado pela crítica e combate às desigualdades sociais e alternativo ao neoliberalismo.

Derrotaram o projeto estadunidense de estabelecer uma Área de Livre Comércio das Américas (Alca) em 2005, criaram a Alba, a Unasul e a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac). Esta última excluiu de seus quadros EUA e Canadá, resgatou Cuba do isolamento e se proclamou uma área de paz que rejeita intervenções externas em eventuais conflitos internos de seus integrantes.

A unidade e resistência do campo popular e progressista serão fundamentais para barrar essa onda conservadora que não tem outro objetivo senão sufocar qualquer perspectiva e projeto que signifique perda de lucro e abra caminho para a distribuição da riqueza.

Prensa ESNA

 

 

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